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Maximídia: executivas discutem o poder de decisão do marketing

Lideranças de marcas e agências debateram investimentos, crescimento e formação de equipes no evento encerrado em São Paulo

*Com informações do Meio & Mensagem e Portal UOL

Antes de uma campanha chegar ao público, o marketing participa de escolhas que afetam produtos, investimentos e crescimento. Esse poder de decisão esteve no centro de dois debates do Maximídia 2026, realizado de 29 de setembro a 1º de outubro, no Hotel Unique, em São Paulo.

Executivas de anunciantes e agências discutiram o alcance de suas funções e as competências necessárias para exercê-las. Nas conversas, conhecer o consumidor e entender o negócio apareceram como responsabilidades que caminham juntas.

Negócio em pauta

Renata Gomide, vice-presidente de marketing do Grupo Boticário, e Juliana Cury, CMO do Itaú Unibanco, participaram do painel sobre o protagonismo dos líderes de marketing ao lado de Dani Waks, vice-presidente de marketing da Ambev.

Gomide apresentou uma rotina que inclui participação de mercado, margem e planejamento para os próximos anos. Por isso, defendeu que os profissionais estudem a empresa em profundidade.

“Hoje, eu gasto mais tempo discutindo o balanço da empresa do que a campanha que vai sair daqui uma semana”, afirmou durante o debate sobre liderança no marketing.

No Itaú Unibanco, Cury descreveu a aproximação da área com tecnologia e desenvolvimento de produtos financeiros. Além disso, abordou a pressão por resultados imediatos. Diante desse cenário, destacou a importância de articular a estratégia com outras áreas, conciliando entregas de curto, médio e longo prazo.

Parceria e confiança

Renata Bokel, da WMcCann, Rafaela Queiroz, da Leo Brasil, e Claudio Kalim, da Tech&Soul, discutiram confiança e o papel estratégico das agências no Maximídia 2026

Renata Bokel, da WMcCann, Rafaela Queiroz, da Leo Brasil, e Claudio Kalim, da Tech&Soul, discutiram confiança e o papel estratégico das agências no Maximídia 2026
Crédito: Edu Lopes/Máquina da Foto

Do lado das agências, a discussão passou pelo valor de orientar escolhas em um mercado com cada vez mais canais e fornecedores.

Renata Bokel, CEO da WMcCann, e Rafaela Queiroz, copresidente da Leo Brasil, participaram do painel sobre confiança, remuneração e precificação, ao lado de Claudio Kalim, da Tech&Soul.

Bokel destacou a contribuição das agências para distribuir investimentos e interpretar os diferentes pontos de contato com o consumidor. Também apontou a preparação dos profissionais como parte decisiva do trabalho com inteligência artificial.

Já Rafaela defendeu uma atuação capaz de conectar especialidades a partir das necessidades do anunciante. Assim, a agência pode coordenar a estratégia mesmo quando outros parceiros executam parte das entregas.

Em conjunto, os encontros deram visibilidade a mulheres que participam de decisões sobre orçamento, equipes e crescimento. Também mostraram como a relação entre marcas e agências depende de algo que antecede a campanha: compreender o negócio e definir o que precisa ser resolvido.

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