Brasileiras: Natura, Nubank e Embraer ficam entre as 100 melhores empresas para mulheres
Outras quatro brasileiras integram a lista global da Forbes e da Statista, que avalia condições de trabalho, oportunidades de carreira e representação feminina na liderança
Natura, Nubank e Embraer estão entre as cem primeiras colocadas no ranking de melhores empresas para mulheres em 2026, elaborado pela Forbes em parceria com a Statista. Ao todo, sete brasileiras aparecem na seleção de 400 companhias. Além das três, Bradesco, Vale, Banco do Brasil e Petrobras completam a presença nacional.
Na 28ª posição, a Natura alcançou a melhor classificação entre as representantes do país. Em relação a 2025, a fabricante de cosméticos avançou 29 lugares, passando do 57º para o 28º posto. Em seguida, aparecem Nubank, em 93º, e Embraer, em 95º.
Para definir a classificação, o levantamento considera tanto a experiência das profissionais quanto a percepção sobre a atuação das empresas em questões de gênero. Entre os critérios, estão oportunidades de promoção, equidade salarial e respostas da gestão a relatos de discriminação.
As brasileiras
As sete representantes brasileiras ocupam as seguintes posições na classificação mundial:
- Natura Cosméticos: 28ª
- Nubank: 93ª
- Embraer: 95ª
- Bradesco: 145ª
- Vale: 151ª
- Banco do Brasil: 216ª
- Petrobras: 281ª
Já no cenário internacional, a Microsoft manteve o primeiro lugar pelo segundo ano consecutivo. Na sequência, Apple e Manulife completaram as três primeiras posições. L’Oréal e MAIF, por sua vez, ficaram em quarto e quinto lugares, respectivamente.
O que conta
Segundo a metodologia apresentada pela Forbes, a pesquisa ouviu mais de 140 mil mulheres que trabalham em multinacionais de 61 países. Para reunir essas avaliações, utilizou painéis online anônimos e independentes.
As participantes avaliaram condições de trabalho, remuneração, licença parental e possibilidades de crescimento. Também responderam se recomendariam seus empregadores. Juntas, essas avaliações corresponderam à metade da pontuação final.
Além disso, a metodologia reservou 35% da nota à percepção pública sobre as empresas em temas de gênero. Nesse eixo, entraram questões como o combate a estereótipos em campanhas e produtos, assim como o posicionamento das lideranças sobre igualdade.
Por fim, os 15% restantes consideraram a proporção de mulheres em cargos executivos e conselhos. Dessa forma, a classificação reuniu avaliações sobre o ambiente profissional, a imagem das companhias e a presença feminina nos espaços de decisão.
O acesso a esses espaços também esteve no centro do debate sobre liderança feminina acompanhado pelo Misses at News no IAB Adtech & Branding, que discutiu barreiras à ascensão profissional.
Como a pesquisa tem alcance internacional e contempla multinacionais, suas posições não equivalem a uma avaliação exclusiva das operações brasileiras. Portanto, a presença das sete companhias deve ser compreendida dentro desse recorte global.
