Diversidade perde prioridade nas empresas, avaliam 42% das líderes brasileiras ouvidas pela KPMG
Pesquisa com 634 executivas de 46 países revela que o recuo percebido no Brasil supera a média global, embora a equidade de gênero siga associada ao crescimento dos negócios
A diversidade nas empresas perdeu prioridade na avaliação de 42% das líderes brasileiras ouvidas pela KPMG. O resultado integra o Global Female Leaders Outlook 2026 e supera os percentuais registrados entre as participantes da América do Sul, de 28%, e da amostra global, de 32%.
O levantamento reúne respostas de 634 executivas de 46 países sobre negócios, carreira, inteligência artificial, diversidade e saúde da mulher. Portanto, retrata a percepção de profissionais em posições seniores, sem representar todas as trabalhadoras ou empresas brasileiras. kpmg.com
Prioridades em disputa
Apesar da perda de espaço apontada pelas brasileiras, 70% delas acreditam que alcançar a equidade de gênero na alta liderança ajudará suas organizações a atingir as ambições de crescimento. Ao mesmo tempo, 58% informam que suas empresas ainda não chegaram à paridade no principal órgão de governança.
Os resultados colocam lado a lado duas avaliações: as executivas reconhecem o valor da equidade, mas parte delas percebe um recuo na importância que as organizações atribuem ao assunto.
Na comunicação, essa discussão acompanha as movimentações de mulheres para áreas estratégicas da publicidade, como negócios, mídia, dados e tecnologia, já abordadas pelo Misses at News.
Redes fazem diferença
Além da presença nos cargos, a pesquisa observa o que ajuda as mulheres a avançar profissionalmente. Na amostra global, 76% das participantes citam redes pessoais de relacionamento, mentoria ou ambos como fatores importantes para a progressão na carreira.
Assim, o estudo aproxima a discussão sobre diversidade das condições de acesso às oportunidades. Entregar resultados faz parte da trajetória, enquanto conhecer pessoas, receber orientação e ganhar visibilidade também influencia quem consegue chegar às posições de decisão.
Sobre a pesquisa
A edição de 2026 reúne percepções de executivas de diferentes países e setores. A página brasileira apresenta os recortes nacional e sul-americano, mas não informa o tamanho da amostra do Brasil nem o período de coleta. Por isso, os percentuais se referem às participantes do levantamento.
