Crescer dói — mas é esse incômodo que também expande
Mudanças profissionais costumam vir acompanhadas de dúvidas e desconforto, mas é justamente esse processo que impulsiona a evolução
Desde a infância, aprendemos isso na prática. O corpo cresce, os ossos doem. A mente amadurece, as certezas se rompem. A vida avança, e algo em nós precisa deixar de existir para dar espaço ao novo.
No mundo profissional não é diferente.
Toda mudança mexe conosco. Seja aquela que escolhemos — uma nova posição, um projeto mais desafiador, uma transição de carreira.
Seja aquela que nos escolhe — uma reestruturação, um novo líder, uma meta mais agressiva, um mercado mais competitivo.
Antes da expansão, vem o desconforto. Antes do próximo nível, vem a tensão. Antes da clareza, vem a dúvida.
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É nesse intervalo que muitos recuam.
Porque crescer exige abandonar versões antigas de nós mesmos. Exige suportar o silêncio da insegurança.
Exige atravessar a sensação de “ainda não estou pronta” enquanto tudo pede um passo adiante.
Mas há um ponto crucial: a dor do crescimento é diferente da dor da estagnação.
A primeira nos alonga. A segunda nos aprisiona.
No ambiente de negócios, isso se traduz em decisões difíceis, conversas desconfortáveis, reposicionamentos estratégicos, cortes de rota e, muitas vezes, na revisão do próprio ego.
Expansão não é confortável. É consciente.
E a pergunta não é se vai doer. A pergunta é: essa dor está me preparando para qual versão mais estratégica, mais madura e mais potente de mim?
Se desejamos um novo patamar — seja de carreira, liderança ou impacto — precisamos aprender a sustentar o incômodo que antecede a transformação.
Crescer dói. Mas é exatamente esse incômodo que revela que estamos indo além.
Qual foi a última “dor de crescimento” que você decidiu atravessar — e não evitar?
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