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8 em cada 10 brasileiros querem experimentar novas marcas durante a Copa

Levantamento do PicPay revela que o ambiente doméstico domina o consumo no mundial e que descontos, parcelamento e entrega rápida são os principais gatilhos para converção

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A Copa do Mundo de 2026 vai ser vivida, em sua maior parte, dentro de casa — e isso muda a equação do consumo. É o que revela pesquisa realizada pelo PicPay com sua base de clientes.

Segundo o levantamento, 77% dos entrevistados pretendem assistir às partidas em casa, enquanto 23% devem acompanhar os jogos na casa de amigos ou familiares.

Bares (12%) e eventos presenciais (8%) aparecem bem abaixo, confirmando o lar como principal ponto de encontro durante o mundial — o que redesenha onde e como as marcas precisam estar.

Abertura à experimentação

Nesse ambiente doméstico, o estudo identifica uma janela relevante para novas marcas: oito em cada dez consumidores afirmam que pretendem testar algum produto ou serviço inédito durante o período da Copa.

Mas a disposição tem preço — no sentido literal. Os principais gatilhos são desconto (67%), parcelamento (30%) e entrega rápida (22%), todos ligados à percepção de benefício financeiro concreto.

“O brasileiro vive a Copa dentro de casa, comparando ofertas e escolhendo com racionalidade. O evento amplia a atenção, mas a conversão depende de um benefício claro”, afirma Alexandre Moshe, VP executivo de Audiências e Ecossistema do PicPay.

TV nova, uniforme e churrasco

Entre os itens que os brasileiros pretendem comprar para o mundial, televisores lideram com folga: 40% planejam investir na tela.

Na sequência aparecem camisetas de seleção (20%) e produtos para churrasco (19%) — uma combinação que mistura tecnologia, identidade nacional e socialização no ambiente doméstico.


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Na mesa, o churrasco é o favorito absoluto, citado por 65% dos entrevistados. Lanches feitos em casa, como sanduíches e bolos, aparecem em segundo lugar, com 30% das menções.

padrão reforça a casa como ponto de encontro — e a cozinha como protagonista do evento.

Atenção aumenta, mas não garante compra

O contexto da Copa também eleva a receptividade à publicidade: sete em cada dez torcedores afirmam prestar mais atenção a anúncios com temática do mundial.

Mas o estudo deixa claro que atenção e conversão são coisas distintas — a decisão de compra ainda depende da percepção de vantagem real.

Para as marcas, isso implica combinar contexto e incentivo. Com o público em casa e conectado ao celular durante os jogos, o ambiente digital se torna o principal canal de contato ao longo da jornada.

“Com mais pessoas em casa e conectadas ao celular, as marcas conseguem estar presentes ao longo de diferentes momentos da jornada, combinando contexto, mídia e incentivos para estimular a conversão”, diz Felipe Julião, executivo de Ads do PicPay.

Para a publicidade, a Copa será doméstica e mobile

Os dados do PicPay entregam um mapa prático para profissionais que estão planejando — ou ainda vão planejar — ativações e campanhas para o período do mundial. Algumas leituras diretas:

A audiência migrou para a tela do celular, não só para a TV. Com 77% do público em casa e com o hábito consolidado de segunda tela, a Copa de 2026 é um evento simultaneamente televisivo e mobile.

Campanhas que tratam os dois como canais separados tendem a perder coerência de mensagem — e oportunidade de retargeting no momento de maior atenção.

Criatividade com temática de Copa não basta — precisa vir com oferta. Sete em cada dez pessoas prestam mais atenção a anúncios temáticos, mas a intenção de compra só se move quando há benefício concreto: desconto, parcelamento, conveniência. A comunicação que aposta só no emocional do evento sem apresentar uma vantagem clara pode gerar recall sem conversão.

A casa virou o ponto de venda. Com bares e eventos fora do radar da maioria, o consumo se concentra no lar — e isso favorece categorias como alimentação delivery, streaming, eletrônicos e produtos de churrasco. Marcas que não pertencem “naturalmente” ao universo esportivo têm aqui uma entrada legítima, desde que a conexão com o contexto doméstico seja genuína.

Abertura a novas marcas é real, mas exige timing. Oito em cada dez consumidores querem experimentar algo novo — uma taxa alta para qualquer período de campanha. Para gestores de mídia, isso sugere que o investimento em awareness tem terreno fértil antes e durante o torneio, especialmente se combinado com ação de performance nos momentos de pico (véspera de jogos, intervalo, pós-partida).

O dado demográfico importa. A pesquisa vem de uma base de 67 milhões de clientes do PicPay — majoritariamente usuários de serviços financeiros digitais, conectados e sensíveis a benefícios como cashback e parcelamento. Não é o Brasil inteiro, mas é uma fatia economicamente ativa e com alto potencial de resposta a campanhas integradas entre mídia e fintech.


A pesquisa foi realizada pelo PicPay com sua base de clientes. A empresa tem 67 milhões de clientes cadastrados e encerrou 2025 com R$ 10,3 bilhões em receita.

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Danae Stephan

Editora, produtora, leitora compulsiva e inimiga do lugar-comum há mais de 30 anos. Hoje à frente do "Misses at News", já passou por "Folha de S.Paulo", Editora Abril, Editora Globo, "UOL" e "Glamurama", entre outros.

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