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Trabalho dificulta cuidados com a saúde para 37% das mulheres ouvidas pela Catho

Pesquisa com 478 participantes aponta adiamento de consultas e exames por demandas profissionais e desafios na conciliação entre maternidade e carreira

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Marcar uma consulta nem sempre significa conseguir comparecer. Uma pesquisa da Catho com 478 mulheres mostra que 37% das entrevistadas precisam adiar ou remarcar consultas, exames e check-ups por causa da rotina profissional. Divulgado em outubro de 2026, o levantamento coloca a organização do trabalho no centro da discussão sobre saúde feminina.

Embora 43% das participantes afirmem conseguir conciliar a rotina com os cuidados de saúde sem dificuldades, 4% relatam que não costumam fazer acompanhamento médico. Os resultados descrevem as experiências desse grupo, sem permitir generalizações para todas as trabalhadoras brasileiras. Ainda assim, apontam dificuldades que merecem atenção das empresas.

Durante o Outubro Rosa, essa discussão ganha força. Afinal, a conscientização precisa vir acompanhada de condições para procurar atendimento. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) destaca o acesso rápido e facilitado aos serviços de saúde como parte da estratégia de diagnóstico precoce do câncer de mama.

Cuidado precisa caber na rotina

Oferecer um benefício de saúde é parte do cuidado com as equipes. Para utilizá-lo, porém, a profissional também precisa de disponibilidade. Consultas e exames podem exigir deslocamento, ajustes de horário e reorganização das tarefas.

Por isso, o debate sobre bem-estar passa pelas decisões cotidianas da gestão. Existe abertura para ajustar a agenda? Como a equipe distribui demandas durante uma ausência? A funcionária consegue comunicar uma necessidade de saúde sem constrangimento?

Para Patrícia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil, grupo detentor da Catho, o tema envolve tempo, flexibilidade e condições concretas para que as mulheres cuidem de si. A executiva também defende que esse compromisso faça parte da rotina das organizações durante todo o ano. www.meioemensagem.com.br

A discussão se aproxima do debate sobre flexibilidade e modelos de trabalho, já abordado pelo Misses at News. Nesse contexto, vale observar como a organização das atividades pode abrir espaço para necessidades pessoais, incluindo consultas e acompanhamento de saúde.

Maternidade acrescenta desafios

Entre as participantes que são mães ou gestantes, 43% apontam a sobrecarga entre trabalho e família como um dos principais desafios após a maternidade. Além disso, 45% afirmam que a maternidade impactou sua evolução profissional. Esses percentuais se referem a esse grupo específico, e não ao conjunto das 478 entrevistadas.

Os dados aproximam duas questões: as condições para desenvolver a carreira e a possibilidade de reservar tempo para a própria saúde. Ao mesmo tempo, convidam a olhar para a divisão das responsabilidades de cuidado, tema presente nas reflexões do Misses sobre maternidade e trabalho.

Assim, o levantamento oferece um ponto de partida para avaliar práticas internas. Planejar ausências, permitir ajustes de agenda e orientar lideranças são medidas que as organizações podem discutir ao examinar as dificuldades relatadas pelas participantes.

O Outubro Rosa abre espaço para essa conversa. Sua continuidade, contudo, depende do que acontece nos outros meses: entre uma entrega e uma reunião, também precisa haver lugar para a consulta.

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