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A era da Invisibilidade: como a IA está redefinindo o jogo para marcas e profissionais da comunicação

Estudo da Stefanini Marketing revela que o market share tradicional não garante mais espaço nas recomendações dos algoritmos; o desafio agora é dominar o "share of answer" e ocupar a jornada de compra em uma única conversa

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Em um cenário no qual a inteligência artificial  se consolida como protagonista na jornada de compra, uma pesquisa recente da Stefanini Marketing, em parceria com Gauge, Ecglobal e W3haus, acende um alerta crucial para marcas e profissionais da comunicação: a invisibilidade pode ser o novo risco para quem não se adaptar.

O estudo “Nova Lógica de Compra” revela que, na era da IA, até mesmo as marcas líderes correm o risco de serem ofuscadas, enquanto players menores ganham destaque nas recomendações dos algoritmos.

Revolução silenciosa

A pesquisa aponta que a adoção da IA pelo consumidor brasileiro já é maciça: 9 em cada 10 pessoas com acesso à internet utilizam a tecnologia, e 52% planejam intensificar esse uso nos próximos meses. Mais impressionante ainda, 7 em cada 10 consumidores já recorrem a chats com IA para auxiliar em suas decisões de compra. Essa mudança de comportamento tem um impacto direto na forma como as marcas são descobertas e avaliadas.

“O que antes era um percurso de descoberta, pesquisa, avaliação e decisão distribuído por vários canais agora pode acontecer dentro de uma única conversa com a inteligência artificial”, diz Guilherme Stefanini, CMO Global do Grupo Stefanini e sócio da W3haus e Gauge.

Guilherme Stefanini, CMO Global do Grupo Stefanini e sócio da W3haus e Gauge | Divulgação

Essa compressão da jornada se traduz em agilidade para o consumidor – 55% decidem mais rápido e 9 em cada 10 acham mais fácil encontrar produtos com IA –, mas exige uma readequação estratégica das marcas.

Share of answer e zero brand zone

Um dos achados mais intrigantes do estudo é que o market share tradicional não garante visibilidade nas respostas da IA. Marcas com menor participação de mercado podem liderar o “share of answer” em seus segmentos, ou seja, serem mais citadas pelos modelos de IA do que as líderes.

O estudo mostrou que a IA sugeriu marcas que o consumidor ainda não conhecia para 90% dos entrevistados e 31% deles disseram já ter comprado uma marca nova por indicação direta dos modelos.


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Além disso, a pesquisa identificou uma “zero brand zone”: um território no qual a IA oferece respostas educacionais sem mencionar nenhuma marca. Perguntas como “como funciona o Pix para empresas?” ou “o que é pH de produtos capilares?” geram conteúdo informativo e neutro.

Para as marcas, isso representa uma oportunidade de ouro: produzir conteúdo técnico e relevante que responda às dúvidas reais do consumidor, ocupando esse espaço e entrando na consideração antes mesmo da decisão de compra.

Conteúdo, reputação e conexão humana

A confiança na IA está em ascensão (86% confiam mais hoje do que há seis meses), mas o fator humano continua sendo decisivo. Cerca de 68% dos consumidores ainda validam as recomendações da IA em outras fontes, e 60% preferem uma jornada no qual a IA auxilia, mas a decisão final é humana. Isso coloca a reputação digital no centro da estratégia de visibilidade.

Para prosperar nesse novo cenário, o estudo consolida cinco frentes de ação essenciais:
1. Conteúdo pelo vocabulário do consumidor: produzir conteúdo que responda às perguntas e problemas reais do público, e não apenas ao jargão de campanha.
2. Mix de canais (owned, earned e shared): a IA precisa de referências em diversas fontes para recomendar, tornando a presença multiplataforma indispensável.
3. Presença em cada etapa da jornada: liderar a descoberta não garante aparecer na decisão; é preciso estar presente em todos os pontos de contato.
4. Reputação digital como métrica de visibilidade: monitorar a reputação online não apenas como atendimento, mas como um indicador direto de visibilidade.
5. Brand building como pré-requisito: construir uma marca forte e relevante é fundamental para ser considerado pela IA, e não uma consequência.
Quer saber mais? Acesse o site da Stefanini Marketing.
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Redação

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