Deep tech: programa impulsiona mulheres na ciência e inovação em Campinas
Iniciativa do CTI-Tec, da Fundepag e do CTI Renato Archer capacita 76 projetos liderados por mulheres para transformar pesquisas científicas em negócios de alto impacto
A presença feminina no universo das deep techs — empresas que desenvolvem soluções baseadas em descobertas científicas e inovações de engenharia profunda — acaba de ganhar um impulso de peso.
O Programa Mulheres na Tecnologia, liderado pelo Parque Tecnológico CTI-Tec e sediado no Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI Renato Archer), em Campinas (SP), deu início à sua jornada de capacitações com um objetivo claro: fortalecer o protagonismo das mulheres na liderança de projetos de alta complexidade tecnológica.
Desde o início de maio, a iniciativa atraiu 76 inscrições de empreendedoras e cientistas de diversas regiões do Brasil. Até o final de junho, o grupo passará por uma intensa maratona de formação técnica e modelagem de negócios. O grande divisor de águas acontecerá em julho: dez projetos finalistas serão selecionados para uma imersão de aceleração prática nos laboratórios de ponta do CTI Renato Archer, estendendo-se até setembro.
Para Lívia Bernardes, coordenadora de Ambientes de Inovação do CTI-Tec pela Fundepag, o diferencial está na construção de pontes reais com o mercado:
“Além do conteúdo técnico, as participantes têm acesso a um ambiente colaborativo, com troca de experiências, mentorias e aproximação com especialistas e instituições do ecossistema, criando conexões fundamentais para transformar pesquisas e ideias em soluções com potencial de impacto.”
O poder das redes e a transformação digital
Mais do que gerar patentes ou linhas de código, o programa foca no impacto social da tecnologia. Luciana Cavalhero, fundadora e CEO da Centr.au – Central de Automações e uma das participantes desta edição, ressalta o papel social da iniciativa:
“O programa cria pontes para que mais mulheres ocupem espaços estratégicos, empreendam, inovem e liderem a transformação digital. Iniciativas como essa não apenas formam profissionais, mas também contribuem para a construção do futuro da nossa sociedade.”
Para dar suporte a essa transformação, o programa costurou uma rede de parceiros estratégicos que cobrem todas as dores de uma startup iniciante:
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Sebrae: Responsável pelas trilhas de comportamento empreendedor, finanças e formalização.
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Coalizão pelo Impacto Campinas: Focada em estruturar negócios com propósito socioambiental.
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IAPRENDI: Prepara as cientistas para o mercado de capitais através de pitches e workshops voltados a investidores.
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ACIC (Associação Comercial e Industrial de Campinas): Conecta as participantes com o setor empresarial tradicional e estratégias de vendas.
O ecossistema é robusto e conta ainda com o apoio institucional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Sistema Paulista de Ambientes de Inovação (SPAI) e da Prefeitura de Campinas, além do Movimento Elas Conectam.
Infraestrutura de ponta a serviço das empreendedoras
O grande trunfo das selecionadas para a fase final será o acesso à estrutura do CTI Renato Archer. Unidade de pesquisa do MCTI com mais de 40 anos de estrada, a instituição é referência nacional em áreas críticas como Indústria 4.0, Saúde Avançada, Inteligência Artificial e Impressão 3D.
O suporte metodológico e o acesso aos laboratórios permitirão que as soluções saiam da teoria e ganhem protótipos reais, prontos para disputar espaço no mercado nacional e internacional.
Para conhecer mais sobre as linhas de pesquisa e a atuação da instituição, acesse o portal oficial do CTI Renato Archer.


