O rugido através dos tempos: breve história do empoderamento feminino
O Livro "Mulheres que Correm com os Lobos" mostra que o empoderamento feminino não começou ontem; ele está escrito na nossa história e enterrado na nossa psique
A história do empoderamento feminino é, antes de tudo, uma história de reconquista de territórios.
Ao longo dos séculos, as mulheres travaram batalhas homéricas para ocupar o mundo exterior. Cada onda do feminismo fincou uma bandeira crucial na sociedade, provando que o lugar da mulher é onde ela quiser.
É exatamente nesse ponto de inflexão que a história social se entrelaça com a obra-prima atemporal de Clarissa Pínkola Estés. A introdução de “Mulheres que Correm com os Lobos” entrega um manifesto de emancipação espiritual e psíquica que dá sentido profundo à todas as nossas conquistas históricas.
A mesma estrutura social que trancou as mulheres em papéis coadjuvantes, também tentou podar a sua intuição, sua criatividade e o seu instinto primitivo.
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Segundo a autora, a natureza selvagem e os lobos foram encurralados pela civilização, assim como a Mulher Selvagem, nossa essência psíquica mais pura e vigorosa foi empurrada para as sombras.
Ela nos mostra que ser empoderada não é apenas ter cargo de liderança ou independência financeira; é ter a coragem de mergulhar em si, farejar as próprias percepções e resgatar a força que a sociedade tentou domesticar.
Que esse resgate não seja apenas uma leitura, mas um pacto com a sua própria história. Olhar para o empoderamento feminino através das lentes de “Mulheres que Correm com os Lobos” é compreender que a nossa liberdade externa só é plena quando damos vazão à nossa verdade mais profunda e indomável.
Fica aqui o convite:
Olhe para trás, honre as mulheres que abriram os caminhos sociais para você até aqui, mas olhe também para dentro e liberte a loba que aguarda o seu comando. O mundo já não aceita mais a nossa versão domesticada – e a sua natureza selvagem clama por liberdade e respeito.
É hora de correr.
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