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IA

ChatGPT lança programa para capacitar jornalistas esportivas no uso de IA

Elas no Jogo reúne mais de 30 profissionais e propõe um uso prático, crítico e responsável da tecnologia nas redações

A inteligência artificial já faz parte da rotina das redações. Agora, um novo projeto pretende ajudar jornalistas esportivas brasileiras a usar essa tecnologia de forma prática, crítica e responsável.

O ChatGPT lançou o Elas no Jogo, programa de capacitação que reúne mais de 30 profissionais de diferentes regiões do Brasil. O treinamento mostra como ferramentas de inteligência artificial e análise de dados podem apoiar a pesquisa, a apuração e a produção de conteúdo.

Durante os encontros, as participantes aprendem a aplicar o ChatGPT e o Codex em diferentes etapas do trabalho jornalístico. Entre elas estão a pesquisa de contexto, a preparação de entrevistas, a organização de dados e a criação de pautas.

Além disso, o programa aborda a adaptação de conteúdos para diferentes canais. Dessa forma, uma mesma apuração pode dar origem a reportagens, vídeos, publicações para redes sociais e outros formatos.

Ferramenta de apoio

O Elas no Jogo apresenta a inteligência artificial como uma aliada das jornalistas, principalmente em tarefas operacionais e repetitivas. A tecnologia pode, por exemplo, ajudar a organizar grandes volumes de informações e identificar relações entre dados.

Com isso, as profissionais ganham mais tempo para entrevistar fontes, aprofundar a apuração e buscar histórias que ainda recebem pouco espaço na imprensa.

No entanto, o uso dessas ferramentas exige atenção. A checagem dos fatos, o rigor jornalístico e as decisões editoriais continuam sob responsabilidade humana. Cabe às jornalistas avaliar as informações, identificar possíveis erros e definir o que merece virar notícia.

Esse cuidado se torna ainda mais importante no jornalismo esportivo. Afinal, a área lida com resultados, estatísticas e notícias em tempo real. Nesse ambiente, velocidade não pode substituir precisão.

Mais espaço para o esporte feminino

O lançamento do projeto aconteceu na Nossa Arena, em São Paulo, espaço dedicado à prática e à valorização do esporte feminino. A escolha do local também reforça um dos objetivos da iniciativa: contribuir para a ampliação da cobertura de atletas, campeonatos e personagens mulheres.

Embora o esporte feminino tenha conquistado mais visibilidade nos últimos anos, muitas modalidades ainda enfrentam dificuldades para ocupar espaço regular nos veículos de comunicação. Portanto, capacitar as profissionais que acompanham esse universo também pode aumentar o volume e a diversidade das histórias publicadas.

Nesse sentido, a tecnologia pode ajudar a encontrar dados, acompanhar competições e identificar pautas fora dos grandes eventos. Também pode facilitar a pesquisa sobre atletas e equipes que nem sempre aparecem no noticiário diário.

Formação acompanha mudanças 

A presença da inteligência artificial nas empresas de comunicação aumenta a procura por profissionais capazes de utilizar essas ferramentas com responsabilidade. Porém, o conhecimento técnico, sozinho, não resolve todos os desafios.

É preciso compreender os limites da tecnologia, proteger informações sensíveis e manter critérios claros de apuração. Além disso, a transparência sobre o uso da IA deve acompanhar sua adoção nas redações.

Ao reunir jornalistas esportivas em torno desse debate, o Elas no Jogo combina capacitação tecnológica e representatividade. A iniciativa não apenas prepara mulheres para as mudanças do mercado, como também abre caminhos para uma cobertura esportiva mais ampla, diversa e atenta às histórias femininas.

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