Maximídia: como marcas tradicionais mudam sem perder sua identidade
Executivas de Samsung, Havaianas, Coca-Cola e Reckitt discutiram relevância, experiência de compra e novos hábitos de consumo
Os hábitos mudam, surgem novos canais de compra e as marcas precisam acompanhar esse movimento. Mas como atualizar produtos e comunicação sem perder aquilo que o público reconhece? A questão conectou dois encontros do Maximídia 2026, encerrado nesta quinta, 1º de outubro, em São Paulo.
No segundo dia do evento, executivas de Samsung, Havaianas e Coca-Cola discutiram a relação entre preferência e consumo. Em outra conversa, Lucia Albuquerque, diretora de marketing da Reckitt, apresentou à jornalista Maria Prata exemplos de adaptação às mudanças na rotina dos consumidores.
Identidade que permanece
Lucia Bittar, diretora de marketing da Samsung, destacou a importância de transformar os recursos tecnológicos em benefícios que façam sentido no cotidiano.
“As pessoas não compram tecnologia. Elas compram utilidade”, afirmou no painel sobre legado e relevância das marcas.
Maria Fernanda Albuquerque, vice-presidente global de marketing da Havaianas, abordou a identidade brasileira da marca. Para ela, a comunicação pode ganhar novas formas, desde que preserve os elementos que sustentam seu reconhecimento.
Raquel Ribeiro, head de marketing da Coca-Cola, trouxe a discussão para a hora da compra. A conexão emocional, explicou, precisa encontrar produto disponível, preço adequado e o formato certo. Além disso, citou a Coca-Cola Zero como resposta a mudanças nos estilos de vida.
O debate, portanto, aproximou a construção de marca da experiência que chega ao consumidor.
Rotina como referência
Na conversa com Maria Prata, Albuquerque mostrou como a observação dos hábitos orienta decisões em diferentes categorias da Reckitt.
Um dos exemplos veio de Veja. Diante da circulação de misturas caseiras para limpeza, a marca passou a oferecer fórmulas prontas. A iniciativa buscou responder a um comportamento que já fazia parte da rotina do público.
Ao mesmo tempo, a executiva discutiu o avanço do comércio pelas redes sociais. Nesse modelo, afiliados também atuam como canais de venda. A presença de Vanish no TikTok Shop integra essa frente.
A inteligência artificial também entrou na conversa. Albuquerque destacou o pensamento crítico necessário para interpretar dados e orientar decisões, mantendo a análise humana no centro desse trabalho.
Embora tenham partido de produtos distintos, os encontros trataram de uma mesma responsabilidade: acompanhar as pessoas e transformar essa compreensão em escolhas. Da fórmula ao ponto de venda, a relação com o consumidor se constrói em cada contato com a marca.

Maria Prata, colunista do UOL, e Lucia Albuquerque, diretora de marketing da Reckitt, conversaram sobre hábitos de consumo e estratégias de comunicação no Maximídia 2026
Crédito: Edu Lopes/Máquina da Foto
