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Absolute cinema: o Oscar é da academia, mas monetiza quem sabe surfar a audiência

Como o site AdoroCinema transformou a cobertura da premiação em um produto digital atraente para o público – e ainda mais para as marcas

Com o Brasil na disputa por quatro estatuetas, o Oscar 2026 promete recorde de audiência — e não só na TV. No domingo, 15 de março, milhões de brasileiros vão acompanhar a premiação em duas telas simultaneamente.

Numa, a cerimônia oficial. Na outra, o AdoroCinema comentando cada estatueta em tempo real. Para os anunciantes, só uma dessas telas estava à venda.

O portal de cinema, principal vertical de entretenimento da Webedia Brasil, chega à 6ª edição de sua live multiplataforma com um portfólio de patrocinadores que diz muito sobre o modelo: Volkswagen, Nespresso, Britânia, Sazón e Cinépolis.

Setores diferentes, públicos diferentes, unidos pela mesma aposta em um evento que o AdoroCinema não transmite, mas do qual se tornou o principal destino digital do país.

Produto próprio, evento alheio

A operação começou pequena, há seis anos, e foi crescendo a cada edição. A lógica é simples na teoria e complexa na execução. Em vez de disputar os direitos de transmissão com as emissoras, o AdoroCinema construiu um produto paralelo: uma live de análise, humor e interação que funciona como trilha sonora do Oscar para quem prefere assistir acompanhado por quem entende do assunto.

“O público não quer mais uma cobertura engessada. Ele quer assistir ao evento com quem entende do assunto e fala a sua língua”, resume Mauro Borges, Diretor Geral de Planejamento e Vendas da Webedia Brasil. Os números comprovam o argumento.

Cena do brasileiro “O Agente Secreto”, com Wagner Moura, que concorre a quatro estatuetas | Reprodução

Sucesso de público e crítica

A live de 2025 foi a melhor da história do portal: 60 milhões de impressões, 40 milhões de visualizações totais e 10 milhões em engajamento nas redes.

Só durante a transmissão ao vivo, foram 4 milhões de visualizações, 1,5 milhão de interações e picos de 21 mil usuários simultâneos. Esses dados não ficam na gaveta — eles são o pitch comercial para a temporada seguinte.

É uma virada de chave importante no mercado de mídia: a audiência acumulada se transforma em ativo mensurável, e o ativo mensurável vira cota de patrocínio. O que antes era cobertura jornalística virou produto de mídia com precificação própria.

De caldo de galinha a SUV

A composição do portfólio de patrocinadores revela a ambição do produto. Volkswagen e Nespresso falam a públicos premium. Sazón e Britânia chegam ao consumidor massivo. Cinépolis fecha o ciclo com a turma cinéfila. Juntos, eles atingem um perfil de audiência variado e nem sempre fácil de replicar.

Segundo Borges, o timing é tudo: “Para os anunciantes, estar na nossa live significa participar de forma orgânica no auge da empolgação da audiência e no momento exato em que a conversa acontece”.

Em outras palavras, as marcas ganham mais do que exposição; elas cravam  presença no contexto emocional certo. E isso tem um valor especial.

 


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Elenco estrelado

Para 2026, a live evoluiu em formato e distribuição. Os apresentadores Amanda Brandão e Digão Ribeiro comandam um hub de criadores que inclui Otávio Ugá (canal Super 8), o coletivo Entremigas e o comentarista Fabão.

O pré-show, focado no tapete vermelho, fica com o influenciador de moda Raphael Dumaresq. E a jornalista Aline Pereira cobre os bastidores diretamente de Los Angeles.

A transmissão ocorre simultaneamente no YouTube, no TikTok, no Instagram e no Facebook do AdoroCinema, com o Kwai como parceiro estratégico para amplificação e centralização de conteúdo.

O modelo adota a dinâmica ágil dos podcasts para reter a Geração Z — público que hoje dita o ritmo da conversa nas redes.

Com o Brasil representado por “O Agente Secreto” (indicado a quatro categorias, incluindo Melhor Filme) e Adolpho Veloso (indicado a Melhor Fotografia por “Sonhos de Trem”), o contexto nacional aquece ainda mais a expectativa de audiência. E, com ela, o valor do inventário publicitário da live.

#Ficaadica

O case do AdoroCinema é um manual prático para quem trabalha com mídia, marketing e negócios criativos. Anote:

→  Você não precisa deter o ativo para monetizá-lo. Criar o entorno de um grande evento pode ser tão — ou mais — rentável do que transmiti-lo.

→  Audiência fidelizada é produto. Números de engajamento não são vaidade, são “O” argumento de venda para a próxima temporada.

→  A diversidade de patrocinadores prova a amplitude do produto. Quando Volkswagen e Sazón dividem o mesmo espaço, o produto deixou de ser de nicho.

→  Formato importa tanto quanto conteúdo. A migração para a dinâmica de podcast não foi estética, mas sim uma estratégia para reter a Geração Z.

→  Consistência constrói valor. Seis edições de uma mesma live criam histórico, benchmarks e previsibilidade — o que o mercado de mídia precisa para comprar com confiança.

Serviço
O quê:
live Oscar 2026 – AdoroCinema
Quando: 15 de março, às 20h (horário de Brasília)
Onde: neste link


Redação

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