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Misses at Mail nº 4: Happy Hour + 3 perguntas para Dani Mozer + Páscoa

Que semana, hein? A gente ainda tá digerindo a energia do nosso Happy Hour e curtindo os encontros e mimos do evento.

Nesta edição, trazemos os melhores desdobramentos: galeria de fotos, depoimentos, uma entrevista imperdível com a nossa fundadora, Dani Mozer. E mais: novidades de Páscoa e um olho nas movimentações quentinhas do setor.

Boa leitura!

Wonder Women

Não foi só happy hour, foi aula de networking. Se você esteve com a gente na quinta passada, já sabe: o encontro não foi só pra trocar cartão, mas para construir pontos de contato reais.

O evento no Bar Nômade, que aconteceu no dia 26, também marcou o lançamento oficial do Misses at News, braço de conteúdo do Misses at Work.

Pra quem não conseguiu ir (ou quer reviver os melhores momentos), a gente conta tudo aqui. Teve gente se encontrando depois de anos só no virtual, teve recém-chegadas e veteranas trocando figurinha, além de muitos mimos. E claro, aquele networking que só a comunidade Misses sabe proporcionar.

👉Veja aqui como foi!

Mãetrocinadoras

Evento de sucesso não acontece sozinho. O Happy Hour do Misses at Work só ganhou corpo porque teve marca — e gente — disposta a construir junto.

A sacolinha de brindes distribuída às participantes reuniu contribuições diretas da comunidade, com mimos da Informa Markets, cookies artesanais Cookieland, velinhas de lavanda da @kacoliveira, amostras de cosméticos da Amazônia da Amakos, canecas com o logo estilizado do Misses desenvolvidas pela Kit & Co. e sachês sem-vergonha de KY, presente desde a primeira edição.

A programação também incluiu um sorteio silencioso com itens oferecidos por integrantes e parceiras: as fofíssimas Cúpulas de Afeto, criadas por Natália Pellizon, uma sessão de coaching da @sindyvieira.oficial e cinco Zift Cards da Equativ.

Obrigada, marcas e parceiras, por acreditarem e celebrarem com a gente esse momento. Sem vocês, o encontro não teria sido tão especial.

Que trazes para mim?

Esta Páscoa não tem só chocolate: marcas estão usando a data para ações criativas e embalagens que viram colecionáveis. A gente separou três ativações que misturam nostalgia, arte e humor:

  • Hershey’s demitiu o Coelho da Páscoa e contratou uma capivara. A “capibarra” foi recrutada via LinkedIn (com post #OpenToWork e tudo) para ser a nova mascote da marca no Brasil. A sacada da Publicis não é só fofa: é estratégica. A Hershey’s não é forte em ovos, mas sim em barras. Trocar o coelho (símbolo do ovo) pela capivara (símbolo do Brasil) é um movimento claro para reposicionar a barra de chocolate como presente de Páscoa (B9).
  • Dengo aposta em ovos Quebra-Quebra acompanhados de lenços com estampas da artista indígena Winny Tapajós. A campanha “Páscoa Pede Dengo” foi criada pela Milà, com direção executiva de criação de Pedro Lazera e Marcos Magario — e coloca o sistema Cabruca de cultivo do cacau no centro da conversa (Clube de Criação).
  • Nestlé reuniu 60 microempreendedoras (98% mulheres) na plataforma Doce Jornada (gestão in-house, com apoio de Nestlé Professional) para capacitação em confeitaria artesanal. Os ovos são lindos, mas o legado fica pra além da data.Se você ainda não comprou seu ovo (ou barra), dá tempo de escolher um que vem com história de brinde.

Faz cara de conteúdo

Três leituras pra entender o agora:

⚡ Geração Z redefine as regras

A nova geração de consumidores não só consome — ela avalia, expõe e pune. E isso muda completamente o jogo para as marcas.

🧠 Autenticidade pra quê?
O que a cerimônia confirmou, mais uma vez, é o machismo da indústria: quase 100 anos de prêmio, uma única diretora vencedora, e metade dos filmes mais populares das últimas quatro décadas ainda tropeçando no teste de Bechdel (já ouviu falar?).

🎙️ Mami tá on!
O AdNews foi ouvir Dani Mozer, cofundadora do coletivo, sobre o que mudou desde que o Misses deixou de ser um grupo e virou um movimento, além de abordar o protagonismo feminino e a estrutura da indústria.

3 PERGUNTAS PARA…

Daniela Mozer, cofundadora do Misses At Work.

1. O que fez você criar esse movimento? ,

Eu não criei o movimento. O movimento que me criou. Estávamos num grupo misto, e quando uma mulher pedia ajuda era um silêncio abissal — quando era um homem, as respostas vinham. Depois de alguns episódios, eu só criei um grupo e chamei as mulheres. A pandemia nos tornou uma comunidade de verdade. A Kika Pontes entrou em 2019 e criamos juntas uma estrutura com missão clara. Chegamos a ter mais de 500 mulheres numa fila de espera. O Misses é reflexo de uma amizade entre mim e a Kika — e que extrapola a irmandade.

2. Como você analisa o papel da mulher no mercado de comunicação?

É uma pergunta que sonho que não será mais feita daqui algumas décadas. A mulher é maioria no mercado de comunicação, mas nossa entrada em massa é recente. Adentramos onde já havia padrões masculinos consolidados. Eu tenho uma lista de pontos onde eu mesma me masculinizei para sobreviver. Nós estamos em resgate de nós mesmas — e isso já afeta a comunicação de massa. Hoje conseguimos que campanhas sexistas não resultem, que marcas pensem melhor sobre seus produtos.

3. Quais são os desafios? O que ainda precisa mudar?

No nosso setor existem “pequenas” violências que limitam mulheres não só a assumirem lideranças, mas simplesmente a aplicarem seus talentos de forma natural e serem recompensadas como qualquer profissional. Parece uma equação simples: normalizar. Mas não é. Por isso lançamos a Grande Pesquisa Misses — um censo para mapear trajetórias e desafios das mulheres na comunicação brasileira. Quem está conosco sabe: não nos lamentamos, agimos. O foco é puramente propositivo.

OFFLINE

Programas para tirar a fuça da tela e aproveitar o mundo real:

🎨 SP–Arte 2026 – Pavilhão da Bienal, SP

A maior feira de arte da América Latina está chegando: a SP-Arte acontece de 9 a 12 de abril, reunindo galerias nacionais e internacionais, artistas consagrados e emergentes. É o point do mercado cultural e criativo — e um ótimo programa para quem trabalha com branding, criação e quer ver de perto as tendências visuais que vão influenciar o mercado nos próximos meses.

📍 Pavilhão da Bienal – Parque Ibirapuera, SP

📅 9 a 12/04: qui. e sex., das 12h às 20h; sáb., das 11h às 20h; dom., das 12h às 19h

🔗 Ingressos a partir de R$ 50

🎨 Exposição “Mulheres que Movem a Cultura” – Americana/SP

A Biblioteca Municipal de Americana sedia até 10 de abril uma exposição coletiva de mulheres artistas, com obras que valorizam o protagonismo feminino e promovem reflexões sobre igualdade de gênero. A programação inclui rodas de conversa, oficinas e vivências culturais. É de graça e fica a cerca de 1h30 de São Paulo — um bom programa para quem quer dar um pulo fora da capital.

📍 Praça Comendador Müller, 172 – Centro, Americana/SP

📅 Até 10/04, seg. a sex., das 9h às 17h

🔗 Entrada gratuita

🌿 Mostra “8M – Mulheres e as Florestas” – Ubatuba/SP
A quinta edição da Mostra Coletiva 8M traz 26 artistas mulheres explorando as relações entre corpo, natureza, memória e pertencimento por meio de pintura, fotografia, instalação e performance. A mostra está em cartaz até 10 de abril — um ótimo programa para quem já estava pensando em uma escapada para o litoral.

📍 Sala de Exposições “Tia Helô”, Teatro Municipal – Ubatuba/SP

📅 Até 10/04, seg. a sex., das 8h às 12h e das 13h às 17h

🔗 Entrada gratuita, classificação 16 anos

TROCA DE CRACHÁ (25 a 31de março)

Quem saiu, quem entrou, quem virou CEO às 9h de uma segunda-feira:

Agências

  • Tatiana Americano assume a presidência da Ideal Axicom no Brasil a partir de abril (Propmark)
  •  Ana Luiza Leite chega à We como VP de atendimento, com Wesley Santesso (Propmark)
  •  Marie Alonso assume como CSO da LePub São Paulo (Propmark)
  •  Ana Paula Zeizer é a nova head of sales da Samy no Brasil (Propmark)
  •  Inaiara Florêncio Tatiana Marinho se tornam sócias e co-CEOs da Gana (Propmark)
  •  Marlon Faria é diretor de influência da Creatura (iD\TBWA) (Propmark)

Produtoras

  • Thais Urenha assume como head of business na Tropical Film (Propmark)
  • Sebastian Hall e Ricardo Carelli chegam à Aurora (FSB Holding) (Propmark)

Mídia

  • João Vitor Xavier assume como CEO da CNN Brasil + Rádio Itatiaia (Propmark)

Anunciantes

  • Carolina Riotto assume VP de marketing Unilever América Latina (Propmark)
  • Christina Santiago é head de marketing da Morana (Propmark)
  • Martin Ribichich assume presidência PepsiCo Brasil Alimentos (Propmark)

Influência

  • Maria Fernanda Laudisio de Lucca chega à BR Media como COO (Propmark)

Fique ligado: essa seção é fixa. Teve movimentação ou sabe de um furo? Conta pra gente!

Mulherômetro

Porque o que não se mede não muda.

📊 Movimentações mapeadas: 13 (nesta edição)

Mulheres em liderança: 10
Participação feminina: 77%

Acumulado 2026 (mar-abr)

📊 Movimentações totais: 66
Mulheres em liderança: 40
Participação feminina: 61%

🏢 Empresa aliada: Nestlé Brasil (alimentos)

👩‍💼Mulheres na liderança (diretoria+) – 45% ✅

👥 Mulheres no quadro geral: 42% da força de trabalho

✊🏾Raça: turma de trainee 2025 com 73% de mulheres e 33% de pessoas negras 

📋 Transparência: signatária dos WEPs (ONU Mulheres), integrante do Movimento Mulher 360° e do MOVER (coalizão pela equidade racial)

🏆 Destaque 2025: única empresa premiada como “Mais Incrível em Equidade de Gênero” no prêmio Lugares Mais Incríveis para Trabalhar, além de 5ª posição geral no ranking Merco Talento, liderando o setor de alimentos

Sua empresa tem metas públicas de equidade? Queremos saber — e contar. → redação@misses-at.work

🟢 QUE CAMPANHA É ESSA?

A seção em que a gente olha pro mercado e pergunta: mas o que foi isso?

A marca Tony’s Chocolonely não nasceu para vender chocolate, mas para transformar a sociedade. Tudo começou em 2003, quando o jornalista holandês Teun van de Keuken descobriu que o chocolate que consumia vinha de plantações com exploração infantil e condições análogas à escravidão. Pediu para ser processado por consumir um produto ilegal, mas a Justiça holandesa não aceitou. Tudo que ele queria era criar o debate. Dois anos depois, fundou a própria empresa.

Cada detalhe da marca carrega intenção. As barras são propositalmente irregulares — símbolo da distribuição desigual da riqueza no cacau. As embalagens explicam a origem dos grãos e os cinco princípios que guiam o negócio: rastreabilidade total, pagamento justo, contratos de longo prazo, fortalecimento de cooperativas e apoio à produtividade.

Em 2019, a marca foi além e criou a Tony’s Open Chain, convidando concorrentes como Ben & Jerry’s a adotarem os mesmos critérios. Hoje, a marca é líder de mercado na Holanda e ajudou a retirar mais de 1.700 crianças do trabalho infantil em sua cadeia de fornecimento.

Os resultados? Faturamento de €240 milhões em 2025, alta de 20% sobre o ano anterior; crescimento de 50% nos EUA, maior mercado da marca pela primeira vez — ultrapassando a Holanda; primeiro lucro operacional depois de dois anos consecutivos de prejuízo. No lado do impacto, as cooperativas parceiras chegam a mais de 33 mil agricultores na Costa do Marfim e Gana, e a prevalência de trabalho infantil nessas comunidades caiu para menos de 5% — contra uma média de 46,7% no restante da indústria.

Moral da campanha: propósito não se comunica. Se pratica.