Tudo por um chaveiro

A reclamação não é de hoje: as ativações de marca dos grandes eventos estão mais preocupadas em gerar buzz nas redes do que criar conexão real com o público. Esse tipo de crítica pipocou nas redes nesta semana, direcionadas ao Lollapalooza, que teve mais de 20 marcas participando da edição 2026.
A experiência para os visitantes foi complicada na maioria dos estandes, com filas que chegavam fácil a 3 horas sob sol forte. Tudo isso para pegar um brinde depois de perder mais alguns minutos em uma atividade “lúdica”, como roletas, gincanas de repetição ou cenários de papelão.
Mas tem que pense, sim, no conforto dos participantes. Pelo menos 2 marcas se destacaram no caos e deram um alívio pros festivaleiros.
A Coca-Cola trouxe o Coke Studio, com sensores que capturavam a intensidade da pista de dança e ativavam ações em tempo real — sem fila obrigatória, com agendamento virtual para quem quisesse retirar um brinde.
Já a Hellmann’s mostrou por que tem “o molho”: espalhou molheiras pelo evento e liberou geral pra galera. Já a icônica jaqueta da marca foi distribuída no Lolla Lounge, sem atividade nenhuma para cumprir.
A lição não é nova. Boa ativação é a que respeita o tempo, a saúde e o bem-estar dos convidados. O público agradece – e engaja.