Lembra do dia em que o McDonald’s deu folga pra todos os funcionários homens em homenagem ao 8 de Março? A história não é bem essa — mas foi assim que o consumidor entendeu.
A campanha “Força Feminina” transferiu homens para outras unidades, fazendo com que apenas mulheres trabalhassem em 20 restaurantes. A internet concluiu o óbvio: os homens ganharam folga enquanto as mulheres trabalhavam no “dia delas”.
O McDonald’s esclareceu que não houve folga — apenas realocação de equipes — e lamentou que os clientes tivessem concluído a mensagem de maneira equivocada.
O problema aqui não era a ideia, mas a execução: uma ação sem contexto que não previu a leitura mais óbvia do público.
Aprendizado: No ano seguinte, o McDonald’s ampliou a campanha, reforçou a mensagem e anunciou programa com metas concretas para aumentar a representação de mulheres, ampliar oportunidades de carreira e promover igualdade de gênero junto a franqueados e fornecedores.
Em 2025, a Arcos Dorados — operadora da rede na América Latina — atingiu 53% dos cargos de liderança ocupados por mulheres, com 57% das promoções conquistadas por elas.
Moral da campanha: boa intenção sem boa comunicação é material para meme.