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Misses at Mail nº 16: A Copa delas + IA em modo apocalipse + CFO aos 9 meses de gravidez

Olá, Misses!

A Copa chega à final com mais do que uma taça em jogo. Enquanto a publicidade de bets passa a conviver com regras mais duras, o futebol feminino segue tentando transformar visibilidade em espaço, investimento e continuidade – e vai avançando.

Fora dos gramados, a tecnologia também apertou o passo: a IA já começa a mexer no trabalho, nas habilidades que ganham valor e até na cara das campanhas — cada vez mais rápidas, e perigosamente parecidas.

E a maternidade atravessa esta edição por dois lados: ainda pesa sobre a carreira das mulheres, mas não diminui em nada sua capacidade de liderar.

Boa leitura 💜

⚽ Depois do apito…

A Copa chega à final no mesmo fim de semana em que a publicidade de apostas passa a conviver com regras mais duras. Os anúncios terão de explicitar os riscos, abandonar promessas de ganho fácil e deixar mais claro que aposta não é investimento.

A mudança chega depois de um campeonato em que as bets estiveram por toda parte: nas transmissões, nas camisas, nos intervalos e na conversa sobre futebol. A festa termina, mas a discussão sobre os limites dessa presença está apenas começando.

A dimensão da festa foi gigantesca também nas redes. Segundo o TikTok, a conta oficial da Fifa acumulou 24,1 bilhões de visualizações durante o torneio, mais de 1,5 bilhão de curtidas e 55 milhões de novos seguidores desde janeiro. Quase 20 milhões de vídeos foram publicados com hashtags relacionadas à Copa.


👟 … o jogo é delas

Enquanto os holofotes estão na final, o futebol feminino brasileiro conquista um acordo de longo prazo. O Sicoob vai patrocinar, pelos próximos três anos, o Brasileirão, a Copa do Brasil e a Supercopa Feminina.

O valor do contrato não foi divulgado, mas o acordo cobre as três principais competições nacionais da modalidade e prevê exposição de marca e ativações. Segundo o Sicoob, o futebol feminino já reúne 58 milhões de fãs no país, crescimento de 57% nos últimos cinco anos.

Mais do que aproveitar um pico de visibilidade, o desafio é transformar audiência em investimento contínuo, calendário e estrutura.

📣 Boca no trombone

O LinkedIn chegou a 100 milhões de usuários no Brasil, mas só uns 9 mil são identificados como creators e 49 mil como jornalistas — o equivalente a 0,009% e 0,049% da base, respectivamente.

Pra dar uma ideia do potencial, o Instagram sozinho tem mais de 4 milhões de influenciadores no país. Os critérios não são exatamente os mesmos, claro, mas dá pra ter uma ideia do tamanho do espaço ainda aberto no LinkedIn.

Esses dados são de um levantamento feito pela própria plataforma a pedido de Armindo Ferreira e publicado com exclusividade no Blog do Armindo.

Cola lá!

🤰 Grávida, e daí?

Quantas mulheres você conhece que já foram prejudicadas no trabalho depois de engravidar? No Brasil, 15% das profissionais são desligadas já no fim da estabilidade. Em um ano, 48% estão fora do emprego.

É por isso que o caso de Rafaela Dantas dá um quentinho no coração. Grávida de nove meses, ela foi promovida a CFO da Warren Investimentos, um dos cargos mais estratégicos da empresa, justamente quando tantas profissionais são forçadas a escolher entre o trabalho e a maternidade.

E num momento especialmente importante para a companhia: a Warren acaba de vender boa parte de suas operações à argentina Cocos Capital, e Rafaela assume o cargo em meio a uma transição relevante para o negócio — com a licença-maternidade já planejada e a operação organizada para seguir durante sua ausência.

O conselho nem cogitou buscar alguém no mercado. Ela já estava lá, comandando praticamente toda a estrutura financeira da casa. Não precisou escolher entre ser mãe e ser CFO. Fez as duas ao mesmo tempo. E não quer ser a única.

Leia mais na Forbes.

⚡Rapidinhas

Nem tudo da semana pede análise longa — mas algumas mudanças merecem entrar no radar:

  • Redes no Search Console: o Google agora mostra cliques, impressões e buscas que levam a conteúdos de Instagram, TikTok, X e YouTube. (Search Engine Land)
  • Meta recua: após a reação dos usuários, a empresa desativou o recurso que permitia gerar imagens com conteúdo de perfis públicos do Instagram. (Reuters)
  • IA fora de controle: marcas reclamam que as ferramentas automáticas de publicidade da Meta estão alterando produtos, mensagens e imagens sem o resultado esperado. (Business Insider)
  • Tudo com a mesma cara: quanto mais as marcas recorrem à IA para ganhar velocidade e escala, maior o risco de produzir campanhas genéricas e intercambiáveis. (Vogue Business)
  • Emprego no escuro: economistas alertam que governos ainda têm poucos dados e pouca preparação para lidar com os efeitos da IA sobre o mercado de trabalho. (Poder360)
  • IA na mira do Conar: a entidade pretende ampliar a autorregulação sobre o uso de inteligência artificial na publicidade, com atenção a transparência, direitos de imagem e conteúdos sintéticos. (Valor Econômico)

Faz cara de conteúdo

Entre os destaques da semana, análises de mercado e novos textos dos nossos colunistas:

🐍 Fogo amigo

Imagem gerada por IA

Dani Mozer fala do wollying: a hostilidade entre mulheres que vem disfarçada de piada, crítica ou exclusão. Leia aqui


📉 Menos Meta, por favor

Colagem sobre foto de mulher sorrindo para a câmera

Viviana Lopes, nova líder LATAM da SpringScale, explica por que as marcas precisam diversificar seus canais de aquisição. Leia aqui


👨‍🍼 Deixa o pai cuidar

Homem com medalha no pescoço em primeiro plano, enquanto a mulher, ao fundo, segura o bebê, cozinha e fala ao telefone ao mesmo tempo

Imagem gerada por IA

Raquel Poiano mostra por que punir a paternidade ativa ajuda a manter as mães sobrecarregadas. Leia aqui


🧠 Humana demais

Mulher jovem subindo escada em direção a uma executiva sentada à mesa de escritório; entre elas, um paredão tecnológico impede a passagem

Imagem gerada por IA

Na era da IA, empatia, criatividade e capacidade de julgamento estão entre as habilidades mais valorizadas. Leia aqui


🥂 Networking sem sofrimento

Imagem gerada por IA

Enor Paiano lembra que cuidar das relações profissionais também pode — e deve — ser divertido. Leia aqui

TROCA DE CRACHÁ (13/07 a 17/07)

Quem saiu, quem entrou, quem virou CEO às 9h de uma segunda-feira:

Agências

  • Lola\TBWA anuncia Alex Adati como vice-presidente de criação. (Propmark / Clube de Criação)
  • BETC Havas contrata Gabriela Soares como chief strategy officer (CSO), passando a integrar o board da agência. (Propmark)
  • Galeria.ag promove Eduardo Ferraz a diretor executivo de criação e João Batista a diretor de criação associado. (Propmark / Meio & Mensagem)
  • Oliver Latin America contrata Juliene Nigro como vice-presidente de clientes e serviços. (Propmark)
  • WMcCann contrata Danúbia Paraizo como diretora de comunicação corporativa e reputação. (Propmark)
  • Leo contrata Ana Luiza Santos como chief strategy officer (CSO). (Propmark / Meio & Mensagem)
  • MField contrata Aruã Pinto como diretor de criação. (Propmark / Grandes Nomes da Propaganda / AdNews)
  • hublub contrata Michele Pereira como diretora de produção. (Grandes Nomes da Propaganda)
  • Connect2B contrata Gabriela Amaral como head de marketing. (Clube de Criação)
  • Pros contrata Fred Palma como diretor de contas. (Meio & Mensagem)

Anunciantes

  • Chilli Beans nomeia Marcel Gignon como diretor de marketing. (Propmark)
  • Club Med contrata Rachele Montellano como vice-presidente de marketing & digital para a América do Sul. (Clube de Criação / Exame)
  • Nubank amplia as atribuições de Livia Chanes, que passa a ser CEO para a América Latina, respondendo por Brasil, México e Colômbia. (Meio & Mensagem)
  • Grupo Porto promove Oliver Haider à direção de marketing. (Meio & Mensagem)
  • Yuny contrata Meyer Cohen como diretor de vendas e marketing. (Meio & Mensagem)
  • Cogna anuncia Viviane Sales como sócia e vice-presidente de experiência de aprendizagem. (Meio & Mensagem)

Mídia, plataformas e tecnologia

  • OffGrid anuncia André Vinícius como chief revenue officer (CRO). (Propmark)
  • Rakuten Advertising promove Augusto Parra a diretor de client services no Brasil. (Meio & Mensagem)
  • Seedtag promove Jéssica Gurgel a regional publisher partnership director Latam e Gisele Delgado a publisher AM lead Latam. (Meio & Mensagem)
  • UP2Tech contrata Camila Rabelo como diretora de vendas e distribuição. (Meio & Mensagem)
  • Reglab cria diretoria de expansão internacional: Caroline Ramos assume projetos e estratégia, Marina Garrote fica à frente de operações e pesquisa e Renato Leite lidera desenvolvimento de negócios. (Meio & Mensagem)

Produtoras e conteúdo

  • Balma Films inclui Ana Valente, Ale Paschoalini e KVPA como diretores de cena. (Meio & Mensagem)
  • Peleja contrata Bruno Komodo como head de produção. (Meio & Mensagem)

Entidades

  • Janine Goulart passa a dividir a co-liderança da Women Corporate Directors Brasil com Cristiane Azevedo, Juliana Buchaim e Vania Neves. (Meio & Mensagem)

Fique ligado: esta seção é fixa. Teve movimentação ou sabe de um furo? Conta pra gente!

Mulherômetro

Porque o que não se mede não muda.

📊 Movimentações mapeadas: 30

👑 Mulheres em liderança: 16

👩‍💼 Participação feminina: 53%

Acumulado 2026

📊 Movimentações totais: 415

👑 Mulheres em liderança: 245

👩‍💼 Participação feminina: 59%

🟢 QUE CAMPANHA É ESSA?

A seção em que a gente olha pro mercado e pergunta: mas o que foi isso?

A Anthropic decidiu fazer uma campanha sobre aquilo que as empresas de IA costumam evitar: as perguntas para as quais ainda não têm respostas.

Criada pela Mother London, “There’s hope in hard questions” põe pessoas comuns para falar sobre emprego, segurança, educação e o futuro das próximas gerações. A ideia é boa: num setor obcecado por respostas instantâneas, admitir incerteza pode ser uma forma inteligente de diferenciação.

O problema está na embalagem. Incêndios, vigilância, data centers e um clima quase apocalíptico transformam uma conversa necessária em trailer de distopia. Sam Altman disse que, de início, achou que o filme fosse uma sátira — e é fácil entender por quê.

A campanha funciona como provocação. Como construção de confiança, porém, talvez tenha pesado a mão: ao explorar o medo em torno da IA, a Anthropic corre o risco de parecer mais preocupada em se diferenciar das concorrentes do que em responder às perguntas que levanta.

Moral da campanha: perguntas difíceis ajudam a construir confiança — desde que não sejam apenas cenário para a marca parecer mais consciente.