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Misses at Mail nº 2: Brasilcore + Chalamet e a ópera + Novas colunistas

Esta semana temos muito o que comemorar! 

A estreia do Misses at Mail chegou chegando, com números que são um abraço: 34,54% de taxa de abertura, de verdade, sem bots. Considerando nossos amigos robôs, a taxa sobre pra 50%.

Para contextualizar: a média real de mercado para newsletters fica entre 20% e 25% (os benchmarks que chegam a 40% incluem registros automáticos do Apple Mail, que conta “abertura” mesmo sem o leitor clicar). Ou seja, mais de um terço das pessoas em carne e osso  que receberam o Misses at Mail abriu de verdade. Obrigada pela generosidade 🫶

Outro motivo pra celebrar é a chegada das nossas primeiras colunistas, que fizeram sua estreia este mês: Talita Lourenço, Eliane Munhoz e Andrezza Novo. A gente conta mais sobre elas logo abaixo.

O Brasil pode ter perdido o Oscar, mas o brasilcore segue firme! Entenda o fenômeno e como sua marca pode surfar na trend.
Mas como nem tudo nessa vida são flores, trazemos também uma visão de como Hollywood regrediu no tema representatividade e uma iniciativa preciosa do Grupo Boticário que, sinceramente, todas nós gostaríamos que não existisse.

Boa leitura!

Kit de boas vindas

Nenhum sucesso se faz sozinho — e num coletivo feminino isso nem é opção. Que o digam as nossas novas colunistas, que fizeram sua estreia esta semana no Misses at News:

Talita Lourenço é publicitária, fundadora da Infinittas Milhas e Viagens e especialista em programas de fidelidade com mais de 14 anos de mercado. Na estreia, ensinou o básico que quase ninguém conta: como transformar os gastos do dia a dia em viagens reais, sem precisar ser expert nem gastar uma fortuna. → O segredo das milhas que quase ninguém te conta

 

Eliane Munhoz começou como jornalista, passou por Sony Pictures, Paramount e Time-Warner e hoje dirige o Blog de Hollywood. Em clima de mês das mulheres, selecionou seis séries da Netflix protagonizadas por mulheres que mandam — dentro e fora da tela. → 6 séries com mulheres poderosas para ver na Netflix

 

Andreza Novo tem mais de 20 anos em planejamento estratégico, mídia, branding e marketing orientado por dados. Na primeira coluna, mostrou como o modelo RFM — uma metodologia de segmentação por recência, frequência e valor — pode sair do CRM e virar ferramenta estratégica para qualquer profissional de mídia e comunicação. → Transformando dados em estratégia: o poder da RFM no dia a dia de um 

Meta a colher!

Ser uma das maiores forças de comunicação do setor de beleza traz responsabilidades — e o Grupo Boticário sabe disso. Diante do recorde de feminicídios em 2025 — 1.470 mulheres mortas em decorrência de episódios graves de violência de gênero, o maior número já registrado no país —, a marca criou o “Precisamos Falar”, canal exclusivo no WhatsApp que reúne médicos, advogados e psicólogos para orientar qualquer pessoa sobre como reconhecer e enfrentar situações de violência. A campanha, criada pela GUT São Paulo e protagonizada por Fernanda Lima, parte de uma reflexão sobre a vergonha que cala a vítima — sentimento que adia a busca por ajuda e mantém o silêncio. Compartilhe e faça parte: https://www.grupoboticario.com.br/precisamos-falar/

Faz cara de conteúdo

Três destaques do Misses at News para ler e refletir:

Aqui é Brasil, p%##@! 

O brasilcore já soma mais de 600 milhões de visualizações no TikTok, chegou às passarelas de Paris e rendeu bilhões a marcas estrangeiras. Enquanto isso, o mercado nacional ainda tropeça na hora de assinar o próprio nome. A pergunta não é “o Brasil está na moda?”, mas sim “a sua marca está surfando essa onda?”.

 

 

📈 #Oscarsomale 
O que a cerimônia confirmou, mais uma vez, é o machismo da indústria: quase 100 anos de prêmio, uma única diretora vencedora, e metade dos filmes mais populares das últimas quatro décadas ainda tropeçando no teste de Bechdel (já ouviu falar?).

 

👯‍♀️ Olha o copywriting aí, gente! 
A IA não matou a boa escrita. Ela só escancarou a diferença entre texto correto e texto que convence. Em um mercado saturado de conteúdo gerado por máquina, copywriting virou vantagem competitiva real. Entenda por quê — e o que isso muda para o seu negócio.

ONLINE X OFFLINE

Programas para sair de casa, se enroscar na poltrona ou turbinar a carreira:

🔬 Pop-up Elseve Collagen Lifter — L’Oréal Paris + TikTok Shop

A ação inclui um minilaboratório de 108 m² no Shopping Cidade São Paulo, com diagnóstico capilar, experimentação da nova linha e registros de antes e depois. Fica até 30 de março. Na versão carioca, no Barra Shopping, as vagas esgotaram em menos de 24h, então corre: é preciso agendar com antecedência.

📍 Shopping Cidade de São Paulo (Av. Paulista) — até 30 de março

🌱 Gerdau Transforma — especial para mulheres 
A maior produtora de aço do Brasil oferece 115 vagas gratuitas para o curso online de capacitação em empreendedorismo, de 6 a 10 de abril, das 19h às 22h. Voltado para quem já tem negócio ou quer começar. Inscrições até 6 de abril.
📍 Online — 6 a 10 de abril, das 19h às 22h. Inscrições até 6 de abril

📚 Lançamento:” A Essência da Influência” 
Mais de 20 especialistas e Top Voices do LinkedIn — entre eles a jornalista Marina Dayrell, nossa convidada desta edição — escrevem sobre como construir autoridade real no universo B2B. Evento de lançamento na Drummond Livraria (SP), dia 2 de abril, das 19h às 21h.

3 PERGUNTAS PARA…

Marina Dayrell, fundadora da Madá Consultoria de Futuro e coautora de “A Essência da Influência”

O prefácio do livro propõe trocar a régua do like pela da conexão. Mas algoritmos favorecem volume e frequência. Como conciliar isso?

Não é uma equação simples. Na Madá Consultoria de Futuro, revisamos com frequência nossa estratégia de conteúdo a partir do objetivo do momento. Se a meta é crescer rápido, vale apostar em conteúdos mais amplos e compartilháveis, que geram identificação — e números. Mas isso nem sempre cria conexão real ou oportunidades de negócio.

Já conteúdos mais específicos, ligados à minha atuação em DEI e Comunicação, atraem menos gente, mas com muito mais qualidade. São essas pessoas que engajam de verdade e podem virar clientes. No fim, é sobre equilibrar visibilidade e profundidade conforme o objetivo.

Especialistas em DEI costumam pregar para convertidos. Como construir influência sobre quem ainda resiste?

O primeiro passo é entender o público. Há quem não queira se engajar — e, nesses casos, não vale gastar tanta energia. Mas existe um grupo que não se envolve por falta de informação ou conexão com o tema.

É aí que o trabalho acontece. A chave é adaptar linguagem e argumentos, mostrando impactos concretos: benefícios práticos, ganhos no ambiente de trabalho e até riscos de ignorar o tema. Quando a pessoa entende como aquilo afeta sua realidade, a conversa começa a avançar.

Que erro você vê as mulheres cometerem ao construir presença no LinkedIn?

A dificuldade de se autopromover. Muitas mulheres ainda sentem que não sabem o suficiente ou têm receio de se expor — o que limita sua visibilidade e crescimento. Mas presença exige justamente isso: mostrar o que sabe e afirmar autoridade. Quem comunica melhor suas conquistas tende a avançar mais, independentemente da competência.

Um bom exercício é listar temas sobre os quais você conseguiria falar por 10 minutos com segurança. Essa lista costuma crescer rápido — e pode ser o ponto de partida para criar conteúdo com mais confiança.

TROCA DE CRACHÁ (10 a 17 de março)

Quem saiu, quem entrou, quem virou CEO às 9h de uma segunda-feira:

Criação

  • Ricardo Dolla e Pedro Reis assumem como co-CCOs da Asia, ao lado de Vico Benevides. Dolla vem da Dentsu Brasil; Reis era global creative director na Grey. (Propmark)
  • Carla Cancellara entra na We como executive creative director, ao lado de Kleyton Mourão. (Propmark)
  • Guto Monteiro retorna ao Brasil após 12 anos e assume como diretor executivo de criação da VML Brasil. (Propmark)

Marketing e negócios

  • Kim Farrell é contratada pelo Nubank como diretora global de marketing. Vem do TikTok, onde era global head of creators, e vai responder a Cristina Junqueira. (Propmark)
  • Alessandra Souza deixa a Stellantis e assume como diretora de marketing da Omoda & Jaecoo no Brasil. (Propmark)
  • Cilene Marcondes entra na Beon (FSB Holding) como diretora de comunicação para sustentabilidade. (Propmark)

Estruturua

  • Batux anuncia nova formação societária, com quatro mulheres: Chris Bradley (CEO), Jane Fernandes (VP de operações), Cris Pereira Heal (VP de clientes e mercado) e Érica Lobato (VP de estratégia). (Propmark)
  • WMcCann cria vertical dedicada ao agronegócio — WMcCann Agro —, com John Deere como primeiro cliente e liderança de Alê Braga como chief product officer (CPO). (Propmark)
  • Tag (Dentsu) nomeia Lesley Leech como Chief Client Officer para Channel Activation na América Latina, com foco no Brasil. (AdNews)
  • Giuliana Macedo assume como COO da Publicis Brasil, reportando à presidente, Gabriela Borges. (Propmark)

Produção

  • Surreal Hotel Arts abre escritório em Nova York. Operação liderada por Carlão Busato, Cris Chacon e Milena Trindade. (Propmark)

    Fique ligada: essa seção é fixa. Teve movimentação ou sabe de um furo? Conta pra gente!

Mulherômetro

Porque o que não se mede não muda.

📊 Movimentações mapeadas: 15 (nesta edição)

Mulheres em liderança: 9
Participação feminina: 60%

Acumulado 2026

📊 Movimentações totais: 25
Mulheres em liderança: 13
Participação feminina: 52%

🏢 Empresa aliada: Conspiração Filmes (Audiovisual)

👩‍💼Mulheres na liderança (diretoria+) – 40% ✅

✊🏾Negras e pardas na liderança hoje – 20%

💰Gap salarial de gênero e raça – 12% (menor que a média do setor)

🏆Compromisso ONU Mulheres: Assinou a carta por igualdade de gênero no audiovisual brasileiro

Sua empresa tem metas públicas de equidade? Queremos saber — e contar. → redação@misses-at.work

🔴 QUE CAMPANHA É ESSA?

A seção em que a gente olha pro mercado e pergunta: mas o que foi isso?

Desde que os Três Tenores encerraram sua parceria, em 2003, o mundo das artes eruditas não via uma campanha de marketing tão bem-sucedida – e completamente involuntária. Sim, estamos falando do Timothée Chalamet, que em poucos segundos conseguiu provocar a revolta não só dos fãs de ópera e balé, mas até de quem nunca ouviu um dó de peito ou viu um pas de deux.

A conversa aconteceu durante um town hall (entrevista aberta com plateia) com o ator Matthew McConaughey, na Universidade do Texas, e viralizou agora em março, às vésperas do Oscar.

Chalamet disse que não queria trabalhar com artes que as pessoas tentam “manter vivas mesmo que ninguém mais se importe”. E ainda disse, em tom de deboche, que perderia “14 centavos em audiência” com a fala — desdenhando de um setor que atrai mais de 80 milhões de pessoas aos teatros anualmente no mundo todo.

Pra quê? Teatros, cantores, orquestras e bailarinos responderam imediatamente, em uma vendetta perfeita:

Met Opera (NY) respondeu com um vídeo de bastidores que já passa de 450 mil curtidas no TikTok sob a legenda: “Essa é para você, Timothée”.

Seattle Opera foi mestre no deboche: criou o cupom “TIMOTHEE” com 14% de desconto para a ópera “Carmen”. O resultado? Mais de US$ 28 mil em vendas extras em um único fim de semana.

A repercussão levou as hashtags #OperaIsAlive #BalletCore ao topo dos Trending Topics globais, com um alcance estimado em mais de 50 milhões de pessoas –provando que esse público é mais fiel e barulhento que muita torcida de futebol organizada.

No fim das contas, Chalamet acabou não levando o Oscar (macumba da Alcione? ziquizira? malocchio?) e fortalecendo sua imagem de palyboy mimado a leite com pera.

Resumo da ópera: como dizia P.T. Barnum, “não existe má publicidade, desde que escrevam seu nome corretamente”. Ou, em bom português: falem mal, mas falem de mim. Toi-toi-toi!